quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um verbo que se perdeu.


Normalmente fechamos os olhos para por em prática um maravilhoso verbo da terceira conjugação: Dormir. Há algum tempo eu já não sei mas o que é isso. Esqueci o que é dormir. Esqueci o que é “esquecer”, pois quando fecho os olhos a primeira coisa que me foge é penumbra, só consigo enxergar a sua imagem. Neste momento minhas palpebras se abrem forçadamente por lágrimas doídas que rasgam os meus olhos e trazem consigo as fortes lembranças dos momentos com você, das palavras com gosto de desprezo saindo fortemente de seus lábios, palavras jogadas ao vento e agarradas involuntariamente pelo meu coração. As lágrimas se vão levando toda a reserva de H2O possível de meu corpo, e enganadamente também, as memórias de alegria guardadas por mim a sete chaves. E dor que deveria ter sido diluída juntamente com a tempestade de meus olhos, permanece. Permanece firme, forte e abstinente. Quando finalmente consigo encontrar o meu sono perdido em meio a relatividade do tempo eu ainda não posso me libertar, eu tenho sonhos e/ou pesadelos. Já nem sei mais distingui-los. E nessas histórias de meu subconsciente só percebo a existência de um único ser: você. Ouço o som de sua voz, sinto as sua mãos entrelaças com as minhas e seus braços me envolvendo. Por dez segundos eu consigo até sorrir. Até que em um instante já é a hora de realizar outro terrível verbo: acordar. Quando abro os meus olhos, marcados pelas experiências transtornantes da última noite, o que me resta é uma fração de segundos até que eu me lembre que a vida real é ainda mais cruel e que terei sim, que ouvir a sua voz e olhar pra você e não poder te ter. Tenho que segurar as minha lágrimas que sem ter como rasgar meus olhos, retornam ao meu coração partido e por lá permanecem até o sol se pôr e lua me fazer lembrar de você. Tudo recomeça. Assim como o “durmo”, todos os meus verbos no presente se foram com as minhas lágrimas, exceto um, com certeza o mais poderoso e irracional de todos: “Amo”. E pra que eu aprenda a conjugar “dormir” outra vez, é necessário que eu consiga pronunciar: “Amei”. Eu Amei você $:

Xoxo's
Aninha $:

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